quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Bocha Paralímpica: chance de ouro para o Brasil







Publicado em 14 de set de 2016
O atleta Eliseu dos Santos conheceu a bocha paralímpica por intermédio de um amigo. Com dois meses de treino, disputou o campeonato brasileiro, no qual ficou em terceiro lugar. Decidiu se dedicar ao esporte, com o objetivo de ser campeão brasileiro, título que conquistou em 2006. Depois disso, vieram muitas medalhas, incluindo  bronze e ouro em Paralimpíadas. “A bocha completou minha vida, no esporte conheci minha esposa e, hoje, temos o nosso filho, tenho a minha família, consigo manter a minha família. O esporte é tudo na minha vida”, revela o atleta.
A psicóloga Talita Hermam trabalha com a preparação mental dos atletas, o que inclui o treinamento de habilidades psicológicas e avaliação de demandas. “Durante os treinamentos e no pré-jogo, a gente aplica técnicas de o que eles devem utilizar durante o jogo. E, no pós-jogo, faz um trabalho de análise crítica, junto com os técnicos”, explica.
Modalidade destinada a pessoas com deficiência severa, a bocha paralímpica é dividida em quatro classes, de acordo com o grau da deficiência dos atletas.
Primeiro, surgiram as classes BC1 e BC2, para pessoas que tinham condições de pegar a bola e a lançar. Mais tarde, foi criada a classe BC3, para pessoas que não conseguem pegar a bola com a mão. Para isso, foi criado um dispositivo auxiliar por onde a bola possa correr, a chamada “calha”. O calheiro é a pessoa que dá sustentação à calha e obedece ao comando do atleta, um executor da vontade do atleta. Por fim, foi criada a classe BC4, para pessoas com funcionalidade similar à da paralisia cerebral, ou seja, um comprometimento severo nos quatro membros.
A primeira representação do Brasil na bocha foi em 2008. Com apenas dois atletas, a equipe brasileira fatura uma medalha de ouro individual, com Dirceu Pinto, e uma de bronze, com Eliseu. “O grande resultado da bocha, além das medalhas que a gente almeja, é garantir a consciência da possibilidade de participação dessas pessoas com deficiência severa”, explica a coordenadora técnica da equipe de bocha do Brasil, Márcia Campeão.
Apresentação: Juliana Oliveira
Direção: Angela Reiniger
Reportagem: Fernanda Honorato e Zé Luis Pacheco
Produção: Ricardo Petracca




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